quarta-feira, 4 de abril de 2012

Lua


Oh Lua tão bela e iluminada que apenas com seu brilho fez-me rumar numa viagem quase eterna e longínqua. Faz tanto tempo que não a vejo que até havia me esquecido o motivo da minha viagem. E hoje seu brilho tão belo e majestoso me fez refletir por alguns momentos se ainda estou no caminho certo e percebi que não estou no caminho original, mas o certo... ah esse claramente é o certo. Mesmo com todas as suas incertezas.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Silêncio


O silêncio é uma poesia que transcende sensações.
Uma gota caindo, uma respiração ofegante, um olhar calmo e uma brisa,
nada mais importa quando se está por um momento em transe imerso na melodia que é o silêncio.
Há vezes que é possível ouvir os pensamentos, não os inquietantes, sim os confortantes.
Idéias surgem, esperanças reascendes, perturbações são cessadas.
Ah quantas maravilhas!
Se ao menos pudéssemos usufruir desse elixir dos os dias.
Por outro lado há silêncios que desperta constrangimento, medo, dor ou ainda nada.
Este último sem importância alguma enquanto que os anteriores são negativos demais.
Em suma a harmonia encontrada em alguns minutos de silêncio, deitado no chão, olhando para um céu limpo e claro, com uma brisa refrescante é incomparável.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Angústia que consome.

Quem nunca acordou e sentiu vontade de sumir que atire a primeira pedra. Quem não atira a sua pedra sabe que ela é pesada demais e pode machucar alguém.
Há situações cuja uma angústia enorme parece dominar, mas passado algum tempo a maldita sensação também some, você se alegra e volta a sorrir.
Porém quando a angústia não some logo em seguida vem a irritação, qualquer coisa te incomoda até você sentir-se inchando como se fosse explodir a qualquer momento. (Mas nunca explode, o que é uma merda). Todas as coisas parecem erradas; todas as pessoas parecem felizes; todas as dores, defeitos, nervosos são seus. 
Sua cabeça não para de pensar em um turbilhão de coisas malucas e de idéias suicidas. Eis então que surge a vontade de sumir, mas não é assim tão simples. Você pensa em todas as coisas que você poderia fazer se pudesse estar em um lugar isolado. Você pensa em todos os lugares que você conhece, em todos os lugares em que você não conhece e principalmente nos lugares idealizados, que traria a paz que você precisa por um momento.
As idéias suicidas persistem na cabeça, mas é uma atitude muito fraca, do seu ponto de vista, executar tal prática. Começam a surgir os questionamentos se seria você o fraco por não querer fazer nada que sua débil e insana criatividade sugere. Todos os seus dons ficam tão apurados quanto os de um feto.
E entre um pensamento e outro, outra idéia insana surge, é descartada, é questionada e todo esse processo não demora cerca de um milésimo de segundo. 
Ah o tempo esse é terrivelmente preguiçoso quando se precisa dele. Não importando o quanto você resmungue, chore, esperneie, o ponteiro estará lá, durante uma vida inteira marcando aquele mesmo segundo.
Quais os lugares que você conhece que são isolados? Ah são aqueles que se você for não haverá volta. 
Nesse estágio, você se conforma que terá que sofrer com a dor da angústia e do lerdo tempo, e acredita que num lugar em que não precisasse ser interrompido por alguém, durante seu acesso de insanos e aflitantes pensamentos, seria a melhor ou menos pior forma de passar por isso. 
Essas situações me lembram aqueles sonhos, que você tenta correr, tenta gritar e não sai do lugar e nem voz, até que você acorde e veja que não passava de um pesadelo.
Esse conflito vai perdurar por tempos na sua cabeça até chegar os questionamentos. Já estou sozinho aqui para que preciso ir pra um lugar mais isolado? De quem quero fugir? Do quê quero me esconder? Porque não consigo pensar em nada além dessas coisas terríveis que estão consumindo a minha mente?
Pensa, repensa, vira e revira. Você já sentou, deitou, levantou, olhou pela janela, fechou os olhos, chorou, calmou, e nada da angústia passar.
Você está cansado de ficar só, mas parece que as companhias que você precisa estão indisponíveis e as outras, bem são apenas as outras.
Então você entra em desespero, porque agora você entende de quem você precisa fugir, o porquê você ainda não sabe, mas sabe que não tem chances de lutar contra um adversário forte assim. Você versus você mesmo, uma eterna luta sem ganhador algum. 
São SEUS pensamentos que te perturbam, é SUA essa angústia, é o SEU cansaço que provoca a sua insanidade entorpecente.
O que fazer se não tem como fugir?


...

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Essa estória ainda não acabou...


Parece como uma longa jornada que objetivava uma busca ainda desconhecida pelo "aventureiro". Nem tudo aquilo que teve, hoje ainda lhe resta, nem boas, nem más coisas, menos ainda coisas insignificantes ou que decaíram seu valor.
Quando olha para trás, para o passado longínquo sente-se como sendo um lutador destemido e que veemente utilizou as armas, os caminhos e as palavras certas. Isso porque talvez tenha guardado apenas o que foi correto; esqueceu dos erros depois que aprendeu com eles.
Hoje não é mais um aventureiro, suas pernas caíram e foram substituídas por asas, é hoje um descobridor. Descobridor de belos campos escondidos das demais espécies, os campos psicológicos emocionais.
Sua vida inteira viveu em busca daquele objetivo que nunca foi alcançado, seu coração é infeliz com isso, mas uma infelicidade que é ligeiramente suprida pela felicidade que é proporcionada pelo tesouro que foi encontrado em meio de seu caminho.
Há vezes que sua felicidade começa a se esvair, mas é só retornar para sua fonte de alegria que tudo torna a ser bom novamente. Assemelha se como um elixir da vida, que ao tomar outra dose sente se vivo e rejuvenescido.
Agora tem a fonte..., não da juventude propriamente dita, mas a da felicidade que é praticamente a mesma coisa.


Essa é uma estória que não tem fim, pois ainda haverão embates emocionais para nosso querido personagem, querido pois se você ao saber de sua história não tiver sentido nenhuma familiaridade ou apego a ele, você precisa rever seus conceitos...

terça-feira, 18 de outubro de 2011

O novo velho dia


O dia amanheceu meio cinza, meio verde;
meio amargo, meio doce.
Uma sensação de passado no presente
e não é sobre nostalgia que me refiro.
É algo desconhecido.
Talvez as perturbações noturnas devam ter provocado isso.
O mau humor com muita calma.
Cheiro de sangre fresco imerso no perfume das flores.
Um entorpecimento sóbrio.
Uma angústia enrustida numa serenidade.
o belo cinza do céu contrasta com o cinza do concreto 
trazendo uma suave beleza triste.
O canto dos pássaros aprisionados encantam ao meio dos ruídos de aviões livres para voar, 
mas que diferente dos pássaros não se importam com isso.
Que estranha sensação de velho e de renascimento na mesma paisagem.
Dizer que isso tudo é por acaso pode até ser blasfêmico, 
porém honroso poder explicar sua natureza.
Os olhos que olham para a diversidade são seus juízes.
Agora a chuva fina faz dos contrastes ainda mais visíveis. 
Exceto pelo céu que está ficando cada vez mais claro.


Escrito em 12 de outubro de 2011.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

When you are sad - Frozen Autumn






When You Are Sad






















Quando você estiver triste

When I'm walking down the empty streetsQuando estou andando pelas ruas vazias
You're always in my mind , alwaysVocê está sempre em minha mente, sempre
As a shell of melting secret wordsComo uma concha de fusão palavras secretas
You're always in my mind, alwaysVocê está sempre em minha mente, sempre
I can feel your whispering inside of noisy dreamsEu posso sentir o seu interior sussurrando dos sonhos ruidosos
Through the ceiling of a room,Através do teto de uma sala,
The echo of your voiceO eco da sua voz
As a wave brought by the windComo uma onda trazida pelo vento
Is calling from the voidEstá chamando a partir do vazio
Now I recognize the sound where theres no sound at allAgora, eu reconheço o som onde há nenhum som
When you are sad, tears are not enoughQuando você estiver triste, as lágrimas não são suficientes
Everytime you lose yourself in yearningToda vez que você se perder na saudade
When you are sad, days are not enoughQuando você estiver triste, os dias não são suficientes
Time never stops before your eyesO tempo nunca pára diante de seus olhos
When you are sad, rest is not enoughQuando você estiver triste, descanso não é suficiente
All your efforts seem to be ignoredTodos os seus esforços parecem ser ignoradas
When you are sad, beauty is not enoughQuando você estiver triste, a beleza não é suficiente
Make believe is all you see around youFaça acreditar que é ​​tudo que você vê ao seu redor

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Lembrança

Ah as lembranças!
Já faz quanto tempo que você não conversa consigo mesmo e revê em sua memória algumas de suas lembranças?
As lembranças em geral trazem aquela sensação nostálgica, principalmente por lembranças que nos remete à bons momentos de nossas vidas.
Mas para refletirmos sobre isso algo deve ser despertado dentro de nós. Mas o que faz despertar essa coisa que nos relembra alguns momentos?

Posso citar alguns que funcionam comigo com maior frequência. Encontrar pessoas com quem já estudei e passei um tempo sem ver; ir na casa de alguém que frequentava muito quando criança; encontrar no meio das minhas bagunças livros, CDs, K7, poemas, desenhos, filmes, imagens e fotos velhas. Quando me deparo com alguma dessas situações geralmente meu botão "NOSTALGIA" é ativado e por alguns minutos, horas ou dias (depende do tamanho da influencia da lembrança)  fico "ligada" nessa sensação.

Sou uma grande colecionadora de lembranças, denominada pela minha graciosa mãe "colecionadora de tranqueiras". Tenho agendas com poemas e letras de músicas que criei há muitos anos (marcam meu pensamento na época);  tenho desenhos que fiz na quarta séria (quando descobri que era boa na coisa); tenho posteres de bandas, tenho quase todos os ingressos de cinema que fui (na verdade tenho quase todos os ingressos de muitos lugares e eventos que fui). Porém meu grande hobby e vício é tirar e organizar fotos. Tendo tantas coisas que me fazem lembrar tantas outras que é preciso um pouco de organização. Muitas vezes depois de arrumado essas coisas todas passa-se tempos sem ser mexidas. E quando me deparo com elas novamente KABUM!! Explosão nostálgica ativada.
O que suas lembranças provocam em você? No que você pensa quando relembra de uma situação marcante ou não da sua vida?

Pegue suas velhas fotos e olhe. Quantos amigos você tinha? Como você se vestia? Quantos anos tinha? O que gostava de ouvir? No que trabalhava, se trabalha? Com quem namorava? Quem morava com você? Entre outras questões reflita, quem está com você até hoje?

Apesar de isso nos remeter também aos maus pensamentos é importante olharmos essas lembranças como uma avaliação da vida, da sua vida. Conseguiu alcançar o que queria? Se não, é hora de rever o que se quer.
Disseram me uma vez a seguinte frase de Dom Hélder Câmara: "Feliz de quem entende que é preciso mudar muito pra manter-se sempre o mesmo". E isso é bem verdade analisado do meu ponto de vista para minha vida.
Pode ser que em algum momento da vida algumas pessoas , se não todas, tenham dito a clássica frase: " Eu era tão feliz e não sabia". O que mudaria se você soubesse que era feliz ou se descobrisse que um dia se sentiria infeliz?
Converse com sua memória para avaliar o que você já fez de bom e o que aproveitou. Se foi pouco ou muito, certou ou errado, não importa. Todos seus erros e acertos o trouxeram até aqui. E se está lendo esse post já é um ótimo sinal, você está vivo.
                 
Encerro esse post com a seguinte frase de um dos meus melhores e maiores amigos, que já está aqui na minha vida há um bom tempo e que sempre que ele diz isso sinto falta de tê-lo por perto, como antes.

"Saudade do tempo que eu olhava pro lado na sala de aula e você estava lá".


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O post mais despejado e estranho, começando pelo nome.

É incrível como há dias em que temos vontade de abraçar e cuidar de todo mundo enquanto há outros dias em que a vontade predominante é fuzilar todos que passem a um determinado raio de você.
A raiva, ódio e desanimo de hoje não se deve à dias específicos do mês feminino, nem à briga com alguém, muito menos ao meu bom, velho e maldito hábito de maldizer as coisas.
Há tantas coisas envolvidas, mas posso resumir em dizer que isso é o estopim do desespero de uma pessoa com toneladas de tarefas acumulados, cobranças mais altas que se pode fazer e que anda tentando viver uma vida socialmente regular nas horas vagas.
Sim tem dias como hoje que eu sinto que meu cérebro vai fundir e nunca mais vou recuperar a sanidade. Esse é meu lado pessimista, mas como ando praticando uma nova arte de ser otimista, estou esperando chegar o amanhã. Aquele amanhã que dizem nos conselhos que tudo ficará bem.
Ufa agora tenho um muro das lamentações e quem nunca teve um que morra de inveja.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Escrito em 6 de Julho de 2011


Parei pra escrever algo
mas não soube o que dizer
não soube como falar
nem soube o porque falar.
Peguei o lápis para desenhar,
mas os belos traços que quis fazer
se mostraram fortes rabiscos de desespero e nervosismo.
Pensei então em ler um livro
escolhi um, dois e até três títulos,
mas nada me adicionava.
Parei pra pensar em algum dever,
mas não encontrei solução pra nenhum dos problemas.
Comecei então a escutar músicas.
Sei que elas não me curam,
sei que elas me aliviam só em parte,
e que a outra parte me dói e me faz chorar.
Por fim encontrei algo pra fazer, chorar!

Escrito em algum dia de Julho de 2011

Tem dias que acordo com uma vontade de criar.
A criação no sentido artístico me encanta.
Sinto m feliz quando me vejo na posição de criador.
Porém a criatura não surge sempre que o criador quer,
criador que assim como eu não é máximo na sua potencialidade.
A criatura surge quando ela quer e com o consentimento do Sr. criador.
Se você alguma vez utilizou papel e lápis para a criação de algum desenho, 
talvez não tenha pesado nisso, mas pode ter sido o desenho que te usou pra criá-lo.
Loucura pensar que a criação possui vontades próprias não é mesmo?
Então explique aqueles dias em que você passou horas tentando fazer e algo e não conseguiu ao menos começar.
Ou lembre ainda das vezes de repentinamente lhe veio a cabeça aquela idéia genial que o fez criar algo em poucos minutos/horas.