terça-feira, 18 de outubro de 2011

O novo velho dia


O dia amanheceu meio cinza, meio verde;
meio amargo, meio doce.
Uma sensação de passado no presente
e não é sobre nostalgia que me refiro.
É algo desconhecido.
Talvez as perturbações noturnas devam ter provocado isso.
O mau humor com muita calma.
Cheiro de sangre fresco imerso no perfume das flores.
Um entorpecimento sóbrio.
Uma angústia enrustida numa serenidade.
o belo cinza do céu contrasta com o cinza do concreto 
trazendo uma suave beleza triste.
O canto dos pássaros aprisionados encantam ao meio dos ruídos de aviões livres para voar, 
mas que diferente dos pássaros não se importam com isso.
Que estranha sensação de velho e de renascimento na mesma paisagem.
Dizer que isso tudo é por acaso pode até ser blasfêmico, 
porém honroso poder explicar sua natureza.
Os olhos que olham para a diversidade são seus juízes.
Agora a chuva fina faz dos contrastes ainda mais visíveis. 
Exceto pelo céu que está ficando cada vez mais claro.


Escrito em 12 de outubro de 2011.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

When you are sad - Frozen Autumn






When You Are Sad






















Quando você estiver triste

When I'm walking down the empty streetsQuando estou andando pelas ruas vazias
You're always in my mind , alwaysVocê está sempre em minha mente, sempre
As a shell of melting secret wordsComo uma concha de fusão palavras secretas
You're always in my mind, alwaysVocê está sempre em minha mente, sempre
I can feel your whispering inside of noisy dreamsEu posso sentir o seu interior sussurrando dos sonhos ruidosos
Through the ceiling of a room,Através do teto de uma sala,
The echo of your voiceO eco da sua voz
As a wave brought by the windComo uma onda trazida pelo vento
Is calling from the voidEstá chamando a partir do vazio
Now I recognize the sound where theres no sound at allAgora, eu reconheço o som onde há nenhum som
When you are sad, tears are not enoughQuando você estiver triste, as lágrimas não são suficientes
Everytime you lose yourself in yearningToda vez que você se perder na saudade
When you are sad, days are not enoughQuando você estiver triste, os dias não são suficientes
Time never stops before your eyesO tempo nunca pára diante de seus olhos
When you are sad, rest is not enoughQuando você estiver triste, descanso não é suficiente
All your efforts seem to be ignoredTodos os seus esforços parecem ser ignoradas
When you are sad, beauty is not enoughQuando você estiver triste, a beleza não é suficiente
Make believe is all you see around youFaça acreditar que é ​​tudo que você vê ao seu redor

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Lembrança

Ah as lembranças!
Já faz quanto tempo que você não conversa consigo mesmo e revê em sua memória algumas de suas lembranças?
As lembranças em geral trazem aquela sensação nostálgica, principalmente por lembranças que nos remete à bons momentos de nossas vidas.
Mas para refletirmos sobre isso algo deve ser despertado dentro de nós. Mas o que faz despertar essa coisa que nos relembra alguns momentos?

Posso citar alguns que funcionam comigo com maior frequência. Encontrar pessoas com quem já estudei e passei um tempo sem ver; ir na casa de alguém que frequentava muito quando criança; encontrar no meio das minhas bagunças livros, CDs, K7, poemas, desenhos, filmes, imagens e fotos velhas. Quando me deparo com alguma dessas situações geralmente meu botão "NOSTALGIA" é ativado e por alguns minutos, horas ou dias (depende do tamanho da influencia da lembrança)  fico "ligada" nessa sensação.

Sou uma grande colecionadora de lembranças, denominada pela minha graciosa mãe "colecionadora de tranqueiras". Tenho agendas com poemas e letras de músicas que criei há muitos anos (marcam meu pensamento na época);  tenho desenhos que fiz na quarta séria (quando descobri que era boa na coisa); tenho posteres de bandas, tenho quase todos os ingressos de cinema que fui (na verdade tenho quase todos os ingressos de muitos lugares e eventos que fui). Porém meu grande hobby e vício é tirar e organizar fotos. Tendo tantas coisas que me fazem lembrar tantas outras que é preciso um pouco de organização. Muitas vezes depois de arrumado essas coisas todas passa-se tempos sem ser mexidas. E quando me deparo com elas novamente KABUM!! Explosão nostálgica ativada.
O que suas lembranças provocam em você? No que você pensa quando relembra de uma situação marcante ou não da sua vida?

Pegue suas velhas fotos e olhe. Quantos amigos você tinha? Como você se vestia? Quantos anos tinha? O que gostava de ouvir? No que trabalhava, se trabalha? Com quem namorava? Quem morava com você? Entre outras questões reflita, quem está com você até hoje?

Apesar de isso nos remeter também aos maus pensamentos é importante olharmos essas lembranças como uma avaliação da vida, da sua vida. Conseguiu alcançar o que queria? Se não, é hora de rever o que se quer.
Disseram me uma vez a seguinte frase de Dom Hélder Câmara: "Feliz de quem entende que é preciso mudar muito pra manter-se sempre o mesmo". E isso é bem verdade analisado do meu ponto de vista para minha vida.
Pode ser que em algum momento da vida algumas pessoas , se não todas, tenham dito a clássica frase: " Eu era tão feliz e não sabia". O que mudaria se você soubesse que era feliz ou se descobrisse que um dia se sentiria infeliz?
Converse com sua memória para avaliar o que você já fez de bom e o que aproveitou. Se foi pouco ou muito, certou ou errado, não importa. Todos seus erros e acertos o trouxeram até aqui. E se está lendo esse post já é um ótimo sinal, você está vivo.
                 
Encerro esse post com a seguinte frase de um dos meus melhores e maiores amigos, que já está aqui na minha vida há um bom tempo e que sempre que ele diz isso sinto falta de tê-lo por perto, como antes.

"Saudade do tempo que eu olhava pro lado na sala de aula e você estava lá".


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O post mais despejado e estranho, começando pelo nome.

É incrível como há dias em que temos vontade de abraçar e cuidar de todo mundo enquanto há outros dias em que a vontade predominante é fuzilar todos que passem a um determinado raio de você.
A raiva, ódio e desanimo de hoje não se deve à dias específicos do mês feminino, nem à briga com alguém, muito menos ao meu bom, velho e maldito hábito de maldizer as coisas.
Há tantas coisas envolvidas, mas posso resumir em dizer que isso é o estopim do desespero de uma pessoa com toneladas de tarefas acumulados, cobranças mais altas que se pode fazer e que anda tentando viver uma vida socialmente regular nas horas vagas.
Sim tem dias como hoje que eu sinto que meu cérebro vai fundir e nunca mais vou recuperar a sanidade. Esse é meu lado pessimista, mas como ando praticando uma nova arte de ser otimista, estou esperando chegar o amanhã. Aquele amanhã que dizem nos conselhos que tudo ficará bem.
Ufa agora tenho um muro das lamentações e quem nunca teve um que morra de inveja.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Escrito em 6 de Julho de 2011


Parei pra escrever algo
mas não soube o que dizer
não soube como falar
nem soube o porque falar.
Peguei o lápis para desenhar,
mas os belos traços que quis fazer
se mostraram fortes rabiscos de desespero e nervosismo.
Pensei então em ler um livro
escolhi um, dois e até três títulos,
mas nada me adicionava.
Parei pra pensar em algum dever,
mas não encontrei solução pra nenhum dos problemas.
Comecei então a escutar músicas.
Sei que elas não me curam,
sei que elas me aliviam só em parte,
e que a outra parte me dói e me faz chorar.
Por fim encontrei algo pra fazer, chorar!

Escrito em algum dia de Julho de 2011

Tem dias que acordo com uma vontade de criar.
A criação no sentido artístico me encanta.
Sinto m feliz quando me vejo na posição de criador.
Porém a criatura não surge sempre que o criador quer,
criador que assim como eu não é máximo na sua potencialidade.
A criatura surge quando ela quer e com o consentimento do Sr. criador.
Se você alguma vez utilizou papel e lápis para a criação de algum desenho, 
talvez não tenha pesado nisso, mas pode ter sido o desenho que te usou pra criá-lo.
Loucura pensar que a criação possui vontades próprias não é mesmo?
Então explique aqueles dias em que você passou horas tentando fazer e algo e não conseguiu ao menos começar.
Ou lembre ainda das vezes de repentinamente lhe veio a cabeça aquela idéia genial que o fez criar algo em poucos minutos/horas.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Uma canção e uma história.

Já faz bastante tempo que não posto nenhuma música. Dessa vez resolvi fazer diferente, resolvi fazer esse post sobre uma banda, Blind Guardian.
A inspiração veio depois que encontrei um CD que já estava sumido há tempos. E que marcou meus 15 aninhos. 
O CD chamado de A Twist in the Myth é em minha humilde opinião um dos melhores do Blind Guardian, talvez até pelo valor emocional que suas canções representam para mim.
No ano de 2006, ano de lançamento desse álbum, foi o ano em que li mais livros em toda a minha vida. Dentre os inúmeros livros que li, conheci o livro As Brumas de Avalon da escritora estadunidense Marion Zimmer Bradley, este apresentado pelo meu grande amigo Thalyson
Acostumei me a ler ouvindo música, esse exercício ajudou-me em muito na concentração. E como eu tinha acabado de adquirir o CD do Blind Guardian, resolvi ler essa bela coleção, As Brumas de Avalon, ouvindo o CD A Twist in the Myth.
Para quem conhece e gosta, sabe que as músicas do Blind Guardian possui inspiração nas canções e histórias medievais e nórdicas.
O livro d'As Brumas de Avalon é a história do Rei Arthur e seus cavaleiros, contada pelas mulheres da vida de Arthur, sua irmã Morgana, sua tia Morgause e sua esposa Guinevere. Ou seja uma história épica que casada com o ritmo da música do Blind, fazem um perfeito par.
Hoje toda música que ouço desse álbum me lembra alguma parte do livro. É uma leitura que realmente recomendo.
Em baixo vem as duas músicas que mais gosto do CD.



Aproveitando que estou falando de Blind Guardian segue mais uma música da banda, que gosto muito e recomendo. Essa música já não faz parte do álbum A Twist in the Myth, essa faz parte do single The bards Songs (in The Forest) de 2003.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Dor

A loucura angustiante que bebe minhas lágrimas é a mesma que outrora ajudou me numa perigosa travessia entre dois mundos.
No interior dos corações há um clamor por querer ainda continuar suas pancadas fortes e doloridas na pele.

Não parece haver falta de sentimento, parece haver falta de dor.
Como no ímpeto masoquista do corpo a alma também necessita sentir arranhando, rasgando, chorando sofrendo e sangrando.
Talvez a forma desesperado pra continuar sentindo algo real seja a dor.
Os sentimentos felizes e brandos não querem ficar sozinhos.
Sozinhos eles seriam inertes.
Só se percebe o quanto a água é insípida, após beber água com algum gosto, que em geral é desagradável.
A sensação de beber uma água limpa novamente é que faz você gostar dela.
Acredito que o amor e os outros sentimentos ditos bons sobrevivem dessa forma, tendo um pouco do seu contraste ao lado, ou uma limitação que dá forma pra esse nobre sentimento. 
Diz se que o carinho é um carinho baseado no que se conhece por oposto ao carinho.
É inútil querer não sofrer.
Antes dor e prazer aliadas, que prazer ou dor infinitos. 
Se tens algo em grande quantidade pode fazer lhe mau, então porque não dosar bem as coisas?

sábado, 25 de junho de 2011

O Sorriso que me faz feliz

Os dias e noites ficam tão soturnos e melancólicos sem a imagem do sorriso que me faz feliz.

Se ao menos eu pudesse correr, correr em direção à essa imagem, mas não é possível.
Outrora já houve muito sofrimento pra tirar essa imagem da minha cabeça. Outrora eu não quisesse ter pensamentos tão felizes.
Mas agora já está tudo acabado, agora eu já tenho aquele sorriso, agora eu já sei pra que direção correr. 
Mas porque eu não posso fazer isso?
Ora é tão difícil explicar, tão ilógico que não merece explicação.
Eu preciso do sorriso que me faz feliz.
Não suporto precisar de algo, ou de alguém, mas eu sei que quando esse vem, vem de bom grado. 
Eu só sei que atrás do tal sorriso eu encontro tudo que eu quero, tudo que  eu preciso e muito mais do que eu poderia pedir.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Escrito na madrugada de 05 de Junho de 2011

Acabado o estado de morbidez;
de dias e noites soturnas.
Hoje as músicas depressivas não querem mais minha companhia.
A leve brisa bate em meu rosto 
me fazendo sentir-se renascida.
Não sei explicar como ou quando isso aconteceu, 
mas como alguém muito importante já me disse outrora:
Isso não é algo pra ser explicado e sim algo para ser sentido.