segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Escrito em 6 de Julho de 2011


Parei pra escrever algo
mas não soube o que dizer
não soube como falar
nem soube o porque falar.
Peguei o lápis para desenhar,
mas os belos traços que quis fazer
se mostraram fortes rabiscos de desespero e nervosismo.
Pensei então em ler um livro
escolhi um, dois e até três títulos,
mas nada me adicionava.
Parei pra pensar em algum dever,
mas não encontrei solução pra nenhum dos problemas.
Comecei então a escutar músicas.
Sei que elas não me curam,
sei que elas me aliviam só em parte,
e que a outra parte me dói e me faz chorar.
Por fim encontrei algo pra fazer, chorar!

Escrito em algum dia de Julho de 2011

Tem dias que acordo com uma vontade de criar.
A criação no sentido artístico me encanta.
Sinto m feliz quando me vejo na posição de criador.
Porém a criatura não surge sempre que o criador quer,
criador que assim como eu não é máximo na sua potencialidade.
A criatura surge quando ela quer e com o consentimento do Sr. criador.
Se você alguma vez utilizou papel e lápis para a criação de algum desenho, 
talvez não tenha pesado nisso, mas pode ter sido o desenho que te usou pra criá-lo.
Loucura pensar que a criação possui vontades próprias não é mesmo?
Então explique aqueles dias em que você passou horas tentando fazer e algo e não conseguiu ao menos começar.
Ou lembre ainda das vezes de repentinamente lhe veio a cabeça aquela idéia genial que o fez criar algo em poucos minutos/horas.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Uma canção e uma história.

Já faz bastante tempo que não posto nenhuma música. Dessa vez resolvi fazer diferente, resolvi fazer esse post sobre uma banda, Blind Guardian.
A inspiração veio depois que encontrei um CD que já estava sumido há tempos. E que marcou meus 15 aninhos. 
O CD chamado de A Twist in the Myth é em minha humilde opinião um dos melhores do Blind Guardian, talvez até pelo valor emocional que suas canções representam para mim.
No ano de 2006, ano de lançamento desse álbum, foi o ano em que li mais livros em toda a minha vida. Dentre os inúmeros livros que li, conheci o livro As Brumas de Avalon da escritora estadunidense Marion Zimmer Bradley, este apresentado pelo meu grande amigo Thalyson
Acostumei me a ler ouvindo música, esse exercício ajudou-me em muito na concentração. E como eu tinha acabado de adquirir o CD do Blind Guardian, resolvi ler essa bela coleção, As Brumas de Avalon, ouvindo o CD A Twist in the Myth.
Para quem conhece e gosta, sabe que as músicas do Blind Guardian possui inspiração nas canções e histórias medievais e nórdicas.
O livro d'As Brumas de Avalon é a história do Rei Arthur e seus cavaleiros, contada pelas mulheres da vida de Arthur, sua irmã Morgana, sua tia Morgause e sua esposa Guinevere. Ou seja uma história épica que casada com o ritmo da música do Blind, fazem um perfeito par.
Hoje toda música que ouço desse álbum me lembra alguma parte do livro. É uma leitura que realmente recomendo.
Em baixo vem as duas músicas que mais gosto do CD.



Aproveitando que estou falando de Blind Guardian segue mais uma música da banda, que gosto muito e recomendo. Essa música já não faz parte do álbum A Twist in the Myth, essa faz parte do single The bards Songs (in The Forest) de 2003.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Dor

A loucura angustiante que bebe minhas lágrimas é a mesma que outrora ajudou me numa perigosa travessia entre dois mundos.
No interior dos corações há um clamor por querer ainda continuar suas pancadas fortes e doloridas na pele.

Não parece haver falta de sentimento, parece haver falta de dor.
Como no ímpeto masoquista do corpo a alma também necessita sentir arranhando, rasgando, chorando sofrendo e sangrando.
Talvez a forma desesperado pra continuar sentindo algo real seja a dor.
Os sentimentos felizes e brandos não querem ficar sozinhos.
Sozinhos eles seriam inertes.
Só se percebe o quanto a água é insípida, após beber água com algum gosto, que em geral é desagradável.
A sensação de beber uma água limpa novamente é que faz você gostar dela.
Acredito que o amor e os outros sentimentos ditos bons sobrevivem dessa forma, tendo um pouco do seu contraste ao lado, ou uma limitação que dá forma pra esse nobre sentimento. 
Diz se que o carinho é um carinho baseado no que se conhece por oposto ao carinho.
É inútil querer não sofrer.
Antes dor e prazer aliadas, que prazer ou dor infinitos. 
Se tens algo em grande quantidade pode fazer lhe mau, então porque não dosar bem as coisas?

sábado, 25 de junho de 2011

O Sorriso que me faz feliz

Os dias e noites ficam tão soturnos e melancólicos sem a imagem do sorriso que me faz feliz.

Se ao menos eu pudesse correr, correr em direção à essa imagem, mas não é possível.
Outrora já houve muito sofrimento pra tirar essa imagem da minha cabeça. Outrora eu não quisesse ter pensamentos tão felizes.
Mas agora já está tudo acabado, agora eu já tenho aquele sorriso, agora eu já sei pra que direção correr. 
Mas porque eu não posso fazer isso?
Ora é tão difícil explicar, tão ilógico que não merece explicação.
Eu preciso do sorriso que me faz feliz.
Não suporto precisar de algo, ou de alguém, mas eu sei que quando esse vem, vem de bom grado. 
Eu só sei que atrás do tal sorriso eu encontro tudo que eu quero, tudo que  eu preciso e muito mais do que eu poderia pedir.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Escrito na madrugada de 05 de Junho de 2011

Acabado o estado de morbidez;
de dias e noites soturnas.
Hoje as músicas depressivas não querem mais minha companhia.
A leve brisa bate em meu rosto 
me fazendo sentir-se renascida.
Não sei explicar como ou quando isso aconteceu, 
mas como alguém muito importante já me disse outrora:
Isso não é algo pra ser explicado e sim algo para ser sentido.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

AMOR - Álvares de Azevedo

Amemos! quero de amor
Viver no teu coração!
Sofrer e amar essa dor
Que desmaia de paixão!
Na tu'alma, em teus encantos
E na tua palidez
E nos teus ardentes prantos
Suspirar de languidez!

Quero em teus lábios beber
Os teus amores do céu!
Quero em teu seio morrer
No enlevo do seio teu!
Quero viver d'esperança!
Quero tremer e sentir!
Na tua cheirosa trança
Quero sonhar e dormir!

Vem, anjo, minha donzela,
Minh'alma, meu coração...
Que noite! que noite bela!
Como é doce a viração!
E entre os suspiros do vento,
Da noite ao mole frescor,
Quero viver um momento,
Morrer contigo de amor!

sábado, 21 de maio de 2011

Severina - The Mission



Severina

She's got her head in the clouds
She's got the stars in her eyes
And she's dancing with a dream in her heart
She's got the wind in her hair
Moonchild shining bright
And she's dancing, with a dream in her heart

Severina, severina

She believes in angels
She believes in the will of the gods
And she's dancing amongst the magic dust
She believes in the midnight trance
She believes in 'love is the law'
And she's dancing amongst the magic dust

Severina, severina

Star child
Baby born of heaven
Severina, severina

She's got a heart full of promise
She's got her hand on her heart

And she's dancing by the light of the moon

She's got a head full of secrets
Sworn to the faith of 'love under will'
And she's dancing by the light of the moon

Severina, severina
She's a gift from the gods and she's dancing
Severina, severina
Severina

Severina

Ela tem a cabeça nas nuvens
Ela tem as estrelas em seus olhos
Ela está dançando Com um sonho em seu coração
Ela tem o vento em seus cabelos
Criança da lua brilhando forte
Ela está dançando Com um sonho em seu coração

Severina, severina

Ela acredita em anjos
Ela acredita na vontade de deus
Ela está dançando Entre a areia mágica
Ela acredita no transe da meia noite
Ela acreditia no amor e na lei
Ela está dançando entre a areia mágica

Severina, severina

Criança estrela
Criança nascida no paraíso
Severina , severina

Ela tem um coração cheio de promessas
Ela tem uma mão em seu coração
Ela está dançando Sob a luz da lua
Ela tem uma cabeça cheia de segredos
Jurada para a fé e amor desejado
Ela está dançando Sob a luz da lua

Severina, severina
Ela é um presente dos deuses Ela está dançando
Severina, severina
Severina

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Melancólica dança depressiva




















As músicas depressivas tem me tomado pela mão para dançar.
Elas me hipnotizam.
Sinto a sensação de estar imersa em uma densa neblina.
Não vejo mais que um palmo a minha frente.
Não sinto frio, mas sinto medo.
Deslizo sobre o chão como uma pena num vento.
Eu preciso dançar essa música
pra eu chorar.
É triste fazer alguém sofrer.
Por isso essa noite eu aceito
dançar, dançar e dançar.
Ao som dessa música fúnebre
com passos leves e calmos,
coordenando meu corpo apodrecido.
Quando danço essa música,
as vozes da minha cabeça somem,
ninguém me critica, nem mesmo eu.
Eu sinto que não existe mais aquele eu.
Que outrora existiu, que outrora fez alguém existir para mim.
Me sinto só, e este estado está me matando,
mas pelo menos assim não preciso sorrir falsamente
tentando não me transparecer em ruínas.
Uma vida com trilha sonora,
UMA única vida com trilha sonora.
Que ainda faz chorar pela tristeza
e verdade de sua letra.
Como nos contos de fadas
minha roupa é imaculada,
mas minha própria pessoa não o é.
E nessa angústia só me resta dançar.
Por isso aceitei essa dança,
por isso estou vivendo esse momento,
por isso estou me deixando morrer.
Se o pecado é doce eu não sei,
mas essa dança é suave e sublime.
Suas entrelinhas me descrevem,
sua melodia me arrasta.
Ela e somente ela conseguem me erguer do chão
me fazer bailar,
me fazer deslizar por esse chão.
Somente ela que me toma pela mão para dançar.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Mudanças, forças e escadas.

Olá!
Há dias em que venho pensando em coisas específicas e hoje apenas encontrei uma direção para as respostas que outrora vinham me surgindo.
Todas as pessoas que conheci um pouco mais a fundo, sempre criticaram meu lado mutável. O que seria meu lado mutável? Bem ninguém nunca especificou ao certo, mas após reflexões percebi que, como uma pessoa muito dinâmica e adoradora das mudanças, não gosto de cair em  rotinas; calmaria pra mim é tédio; estabilidade pra mim não é descansar numa poltrona, mas sim subir uma escada sem parar, voltar ou pular nem nenhum degrau. Isso parece incomodar as outras pessoas em parte, as criticas são muito fortes com relação a minha constante mutabilidade de idéias.
Porém percebi que as pessoas não vêm o ato de mudar como um movimento, e que todo movimento requer esforço. Como física poderia exemplificar com a Primeira Lei de Newton, a lei da Inércia, que diz: um corpo em movimento mantém se num movimento retilíneo e uniforme se nenhuma outra força for aplicada sobre ele. O que isso tem a ver? Simplesmente que para que eu mantenha esse movimento, preciso de certa força para modificar o movimento o qual já estou realizando.
Para mim a minha força é a minha escolha, pois somente ela podem fazer meus caminhos mudarem.
Isso me torna uma pessoa forte? Eu sei lá. Temos manias em querer ver os porquês de tudo, mas não é preciso, a vida torna chata e rústica. E o movimento rústico parece sempre ser o mais difícil de se livrar.
E o ato de querer pular de fase? Tantas críticas sobre isso. Isso não é o mesmo que pular um degrau, mas sim acelerar o processo de mudança. Mudar de fase não pode ser o mesmo que pular um degrau da escada, pois se eu pular o degrau de uma escada eu nunca vou saber se se eu tivesse pisado eu teria caido nele. Se estou numa situação em que não me agrada, obviamente é porque senti o que aquela etapa está fazendo comigo.
Por experiência própria, a pior escada a se subir são aquelas onde os degraus as vezes parece coberto por flores e depois por limo, outrora com estreitos degraus e depois com degraus quase infinitamente largos e aquelas ainda onde faltam degraus.